De Cesar Maia para José Serra: O vice é meu e ninguém tasca
Hoje o leitor pode escolher: nos primeiros cinco parágrafos logo aí abaixo, você terá um texto tipo papo cabeça, cheio de sociologias e coisa e tal. Mas do sexto parágrafo em diante, temos todas as fofocas de bastidores do novelão mexicano em que se transformou a escolha do vice de Serra.
Como aperitivo, podemos dizer aqui mesmo que o novo vice-galã, o travesso Índio do Cesar Maia, já está sendo acusado de se meter em estrepulias com a merenda escolar no tempo em que foi Secretário de Governo da prefeitura carioca.
Entretanto, o grande babado mesmo é o do romance do Índio com a filha do banqueiro-bandido Salvatore Cacciola. É claro que pecados de pai e de sogro não se transferem automaticamente para a filha e o genro, mas para alguém como o Serra que acaba de expor sua intimidade com o Roberto Jefferson, a última coisa que faltava era mais uma telha de vidro.
Quando a campanha eleitoral entra em sua fase decisiva e pega fogo, a gente perde a isenção de ânimo. Sendo assim, serristas o dilmistas, por exemplo, passam a ver tudo como um sinal de mérito de seu candidato ou de sorte para a sua campanha. Ninguém vê que existem outros atores e outras circunstâncias que interferem no processo, independente do desempenho do seu ídolo.
Então, no rocambolesco episódio que culminou com a “escolha” de Índio da Costa para ser vice de Serra, a maioria da platéia ficou contabilizando o que resultou de bom para seu candidato e de ruim para o adversário. Poucos, por isso, viram que a dramática Convenção do DEM, aberta nesta quarta-feira (30-06) em Brasília sem que se soubesse que bicho iria sair dali, assinalou, na verdade, o fim de uma época.
E assinalou, assim, o fim do projeto conservador-liberal que, durante três décadas, foi compatível com o projeto idêntico que impôs suas idéias, de forma hegemonia em todo o Mundo. A Grande Crise Norteameridana , em pleno curso, varreu , numa lufada, todos os chamados paradigmas neoliberais. Aqui do Brasil, que aos poucos deixa de ser mero assistente da cena mundial, não poderia ser diferente.
Senhoras e senhores, a era neoliberal capitaneada por Fernando Henrique Cardoso acaba de desmoronar com estrondo nessa grotesca convenção do DEM que pariu para o mundo político o jovem travesso Índio da Costa. É o fim de uma época que combinou idéias pseudo modernizadoras, com o que há de mais arcaico nas práticas políticas de uma oligarquia nostálgica da escravatura e corrupta até a medula.
Cesar do DEM brigou e submeteu Serra Tucano nessa convenção inusitada, porque lutou como um desesperado que sabia não ter nada a perder a não ser uma sigla sem sentido que era mero reflexo do discurso neoliberal do PSDB. Discurso que este que não há mais.
Uma autêntica palhaçada. O Jeito Serra de perder eleições
Este texto é uma atualização, com a inclusão do último capítulo da novela envolvendo PSDB e DEM, na escolha do vice de José Serra. Na madrugada de quarta-feira (30-06), os tucanos retiraram a candidatura de Álvaro Dias (PSDB-PR) que deu origem à crise.
Finalmente pouco antes das três horas da tarde, após dez horas de negociação, Rodrigo Maia, presidente do DEM, saiu da casa de José Serra, em São Paulo e anunciou que o vice será o deputado Índio da Costa (39 anos), democrata do Rio e relator do Projeto Ficha Limpa. Sua indicação é uma vitória pessoal do ex-prefeito Cesar Maia, pai de Rodrigo.
Índio foi introduzido por Cesar na política. Serra só cedeu quando se convenceu de que Cesar e Rodrigo não estavam blefando e iriam encerrar a Convenção do DEM sem oficializar o apoio à sua candidatura. Presente à fase final das negociações, Aécio Neves avalizou a candidatura do carioca.
O DEM abriu, esta manhã em Brasília, a sua Convenção Nacional para decidir, na cobrança dos pênaltis, se manteria coligação com o PSDB, em torno da candidatura de José Serra e, ao mesmo tempo, indicar, ou não , o candidato do partido para compor, como vice, a chapa do tucano.
Parece coisa de seriado barato da TV americana, mas só às três horas desta madrugada, o exausto e insone presidente nacional dos democratas, Rodrigo Maia, recebeu, no apartamento do senador Heráclito Fortes, em Brasília, um telefonema que começou a desanuviar a situação.
Era o senador Osmar Dias, do PDT que, muito encabulado, informava, que também na última hora, decidiu concorrer ao governo do Paraná, com o apoio do PT local. Com isso, ficou sem lógica política a escolha de Álvaro Dias para ser o vice de Serra. Álvaro, irmão de Osmar, também é senador, só que pelo PSDB. Serra o escolheu como companheiro de chapa porque entendeu que era importante impedir o fortalecimento do PT no Paraná, seu principal reduto eleitoral, depois de São Paulo.
O problema é que ao fazer isso, sem consultar ninguém, nem mesmo ao presidente de seu partido, o senador pernambucano Sérgio Guerra (em quem, diga-se de passagem, ele não confia), Serra rompeu acordo com o DEM, o velho aliado que seria contemplado com a candidatura a vice.
O que temos então: no domingo após receber uma série de más notícias, entre elas a de que estava perdendo terreno para Dilma no Sudeste e no Sul, Serra resolveu esquecer o Nordeste e o DEM e convidou Álvaro Dias. Na continuidade, cometeu outra bobagem: confidenciou isso a Roberto Jefferson, um corrupto confesso e notório porraloca, convertido recentemente em seu íntimo colaborador. Jefferson, sem perder tempo, espalhou a notícia pelo Twitter e ainda acrescentou, bem ao seu modo, que “O DEM é uma merda”
O resto todo mundo já sabe: Rodrigo e seu pai, Cesar Maia, reagiram dizendo que “merda é a mãe” e exigindo que Serra consertasse imediatamente “ essa grande cagada”, exatamente nesses termos.
A partir desse impasse, sucederam-se frenéticas reuniões em São Paulo e em Brasília. Numa delas, (terça à tarde, num hotel paulistano) até FHC participou. Tudo em vão. Serra além de não participar das conversações, mantinha-se irredutível. “O vice é o Álvaro, e pronto” A coisa ficou tão esquisita que até os Borhausen de Santa Catarina e o senador Agripino Maia, do Rio Grande do Norte, habitualmente apaziguadores, acabaram concordam com Rodrigo e exigiram mais respeito e compostura nas negociações.
Pouco antes, eles fizeram uma concessão importante: concordariam que o vice fosse um tucano, mas Álvaro teria que ser substituído. Foi quando todos olharam para Sérgio Guerra que já tinha sido cogitado para o cargo. Ele, porém, foi rápido e exclamou: “ Me tirem dessa pelo amor de Deus”.
A Convenção do DEM está sendo aberta agora às 7 horas da manhã, para cumprir os prazos legais estabelecidos pela legislação eleitoral. É como um livro aberto. Só Deus sabe o que será escrito nele.
Mas o melhor da história, eu deixei par o final. Quem resolveu o problema foi o presidente “licenciado” do PDT, Carlos Lupe. No fim da tarde de ontem, ele embarcou num jatinho, desembarcou em Curitiba, trancou-se numa pequena sala com o vacilante Osmar Dias e só saiu quando teve certeza de que o senador seria candidato ao governo do Paraná. Na reunião, ele teria sido curto e grosso, tipo assim: ou você sai candidato ao governo ou eu vou cuidar pessoalmente da sua expulsão do partido.
Lupe, há vinte e poucos anos, era um jovem jornaleiro, que mantinha uma banca a poucos metros do edifício onde Leonel Brizola morava, em Copacabana. O ex-governador o cativou, ele começou a militar no PDT, acabou presidente do partido e, de quebra, Ministro do Trabalho.
por Francisco Barreira
Creio ter algum crédito junto aos meus leitores. Afinal, tenho informado com alguma antecedência, em relação aos jornalões esclerosados, alguns fenômenos e tendências eleitorais que se confirmaram plenamente, como foi o caso da ascensão de Marina, principalmente no Rio, e a queda de Serra em Minas, em função do fenômeno Dilmasia (Dilma/Anastasia) que só este fim de semana a Folha e o Globo começaram a admitir. Antônio Anastasia é o candidato ao governo de Minas apoiado por Aécio Neves.
Agora, vou gastar um pouco por conta, para dizer que a candidata verde já esta batendo nos 20% da preferência do eleitorado fluminense e deverá superar Serra dentro de 30 dias. Mas a pior notícia para o tucano é que ele começa a perder terreno também em São Paulo, seu maior reduto.
Não se trata de adivinhação nem de especulação barata. Tenho informado aos leitores que os grandes institutos de pesquisas fornecem, aos seus clientes preferenciais, análises de conjuntura que, de certa forma, antecipam tendências e até números de pesquisas ainda em andamento.
É o caso, por exemplo, do IBOPE de Montenegro que antecipa prováveis resultados para as Organizações Globo que, geralmente, as repassam para o comando da campanha tucana. Quando isso acontece, as informações vazam e chegam até nós que temos ouvidos atentos. Além disso, existe uma série de pesquisas menos importantes ou locais, que, com os devidos cuidados, também ajudam a compor o quadro.
Pois, através desses canais transversos, o comando da campanha tucana já foi informado que a diferença de Serra para Dilma em São Paulo caiu para seis milhões de votos. Ainda é uma vantagem respeitável. Ocorre que ela era de dez milhões há 120 dias e de oito milhões há dois meses. Se for assim, o naufrágio e inevitável.
Mas, mais grave é a situação do Rio, onde os caciques do Partido Verde dão como certo que dentro de um mês Marina Silva estará ultrapassando Serra. Situação semelhante ocorre em Brasília, onde a candidata da Natura já está próxima dos 15%.
Já disse em outros textos que, como capital e ex-capital, Brasília e Rio são sintomáticas, antecipam uma tendência nacional. Marina cresce também no Nordeste (sempre roubando votos de Serra) e já ultrapassou o paulista em Alagoas, em função do apoio informal que recebe ali de sua amiga Heloisa Helena.
É por conta disso tudo que Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, os manda-chuva do PV, estão rifando José Serra, de quem dependiam financeiramente há alguns meses atrás. Agora, o tucano é tratado como um estorvo já que não faz sentido dividir o palanque com ele, quando é Marina a puxadora de votos.
Francisco Barreira Blog Novas Idéias
Pesquisa CNI/Ibope: Dilma tem 40%, contra 35% de SerraPesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) para a eleição presidencial, divulgada nesta quarta-feira (23) em Brasília, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) com 40% das intenções de voto, contra 35% do candidato José Serra (PSDB) e 9% da candidata Marina Silva (PV). Votos brancos e nulos somam 6%. Não responderam 10% dos entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Esta é a primeira vez em que a candidata petista aparece à frente do tucano em uma pesquisa com uma diferença que ultrapassa a margem de erro. Na última pesquisa CNI/Ibope, divulgada em 17 de março, Serra aparecia com 38%, contra 33% de Dilma e 8% de Marina. Brancos e nulos somavam 12%; 8% não responderam.
Dilma aparece na frente também na simulação de 2º turno. A petista tem 45%, contra 38% de Serra. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 9% não sabem ou não responderam. Na simulação de 2º turno da pesquisa anterior, o tucano aparecia com 44%, contra 39% da petista. Brancos e nulos somavam 10%, e 7% não responderam.
Quando a simulação é feita entre Dilma e Marina, a petista aparece com 53%, contra 19% da presidenciável do PV. Brancos ou nulos representam 15%; 13% não sabem ou não responderam. Em 17 de março, a simulação de 2º turno entre Dilma e Marina dava 48% para a petista, 11% para a ex-ministra do Meio Ambiente, 22% de brancos e nulos e 12% que não responderam.
Já entre Serra e Marina, o tucano fica com 49%, contra 22% da candidata verde. Brancos ou nulos somam 16% e não sabem ou não responderam, 13%. A pesquisa anterior dava 55% para o candidato do PSDB, contra 17% da candidata do PV, 18% entre brancos e nulos e 9% que não responderam.
Na espontânea, Dilma tem 22%, Serra tem 16%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 9%, Marina tem 3% e o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) tem 1%. Brancos e nulos somam 7%, e 40% não sabem.
A última pesquisa que mediu a intenção de votos para os presidenciáveis, contratada pela Rede Globo e pelo jornal 'O Estado de São Paulo' e divulgada em 5 de junho, apontava Serra e Dilma empatados com 37%
Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre os dias 19 e 21 de junho, em 140 municípios do país. O número de registro da pesquisa no TSE é 16292/2010.
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TUCANO REVELA CALAMIDADE NA SAÚDE PÚBLICA EM SP
Mulheres pobres submetidas a parto sem anestesia por falta de medicamentos; crianças sem imunização por falta de vacinas; doentes graves em fila de seis meses para exames e tratamentos como cateterismo, hemodiálise e quimioterapia. Esses são alguns indícios do quadro alarmante vivido pela saúde pública no Estado de São Paulo. Os dados são de uma pesquisa feita pelo próprio governo tucano junto a 350 mil usuários do sistema único de saúde no Estado. O resultado devastador foi escondido pela gestão Serra por três meses. A blindagem acabou sendo furada pela UOL, cujo site divulga os resultados no momento em que o tucano se auto-elogia em ‘sabatina' na Folha.
(Carta Maior e a credibilidade do candidato do conservadorismo; 21-06)
SERGIO GUERRA, COORDENADOR DE SERRA, ADMITE À CBN: A VACA BORDEJA O BREJO
O coordenador da campanha tucana, Sergio Guerra, em entrevista nesta 2º feira à CBN, admitiu que o desentendimento com os DEMOS em torno do vice de Serra pode 'comprometer a vitória'. O desalento de Guerra ecoa percepção mais ampla antecipada pelo líder DEMO, Cesar Maia, no domingo,após reunião de cúpula do seu partido no Rio. Na avaliação de Maia, segundo o jornal O Globo, a eleição foi perdida no momento em que o candidato escolhido foi Serra, e não o ex-governador mineiro Aécio Neves. A sensação de que a vaca bordeja o brejo generaliza-se e o clima de velório transpira até nas colunas de aguerridos 'analistas' tucanos nesta 2º feira, quando os jornais adicionaram três dados sintomáticos de um derretimento em marcha: 1) na convenção do PSDB, no Ceará, Tasso Jereissati não mencionou o nome de Serra em seu discurso; 2) a mesma omissão ocorreu na reunião gaucha dos tucanos, em que Yeda Crusius ignorou o candidato do seu partido à presidencia; 3) em Minas, na convenção do PSDB no final de semana, Aécio fez um longo discurso e reservou uma frase protocolar --uma só-- à Serra. Ao seu lado, Itamar também discurou e não fez qualquer menção à campanha presidencial tucana. Nesta 2º feira, os DEMOS têm uma reunião com Serra, naquela que seria a última tentativa de reverter a escolha de Alvaro Dias para vice na chapa de oposição a Lula e Dilma. A intenção seria dar um ultimato: ou o cargo será ocupado por um representante do partido, ou a agremiação romperá a aliança. Dois minutos e nove segundos de propaganda eleitoral estão em jogo. Ainda que a ruptura não ocorra oficialmente --até porque os DEMOS não tem alternativa à extinção política se não apostar em Serral-- fica difícil imaginar uma adesão mais que formal de lideranças ressentidas, como é o caso de Cesar Maia, que dispensa ao ex-governador de SP o mesmo pouco caso percebido entre as fileiras tucanas de MG, após o passa-moleque aplicado em Aécio Neves. O agora indisfarçável mal-estar entre DEMOS e PSDB reavivou uma tese curiosa, quase desesperada. Circula nos meios acadêmicos, sobretudo em franjas que ainda enxergam em Serra um ‘desenvolvimentista’ (‘de boca’, retrucaria Maria da Conceição Tavares) um mito eleitoral: Serra teria como plano concorrer à presidência com o apoio da direita e da extrema-direita acantonadas nos DEMOS para --se vencer o pleito-- dar um golpe, alijando os apoiadores incômodos de qualquer influencia em um hipotético governo. O tratamento dispensado ao ex-PFL na questão da vice reforçaria essa tese, segundo alguns amigos do ex-governador de SP. O raciocínio generoso dos academicos esbarra, porém, num pequeno detalhe: desde quando Alvaro Dias é sinônimo de ruptura progressista?
O coordenador da campanha tucana, Sergio Guerra, em entrevista nesta 2º feira à CBN, admitiu que o desentendimento com os DEMOS em torno do vice de Serra pode 'comprometer a vitória'. O desalento de Guerra ecoa percepção mais ampla antecipada pelo líder DEMO, Cesar Maia, no domingo,após reunião de cúpula do seu partido no Rio. Na avaliação de Maia, segundo o jornal O Globo, a eleição foi perdida no momento em que o candidato escolhido foi Serra, e não o ex-governador mineiro Aécio Neves. A sensação de que a vaca bordeja o brejo generaliza-se e o clima de velório transpira até nas colunas de aguerridos 'analistas' tucanos nesta 2º feira, quando os jornais adicionaram três dados sintomáticos de um derretimento em marcha: 1) na convenção do PSDB, no Ceará, Tasso Jereissati não mencionou o nome de Serra em seu discurso; 2) a mesma omissão ocorreu na reunião gaucha dos tucanos, em que Yeda Crusius ignorou o candidato do seu partido à presidencia; 3) em Minas, na convenção do PSDB no final de semana, Aécio fez um longo discurso e reservou uma frase protocolar --uma só-- à Serra. Ao seu lado, Itamar também discurou e não fez qualquer menção à campanha presidencial tucana. Nesta 2º feira, os DEMOS têm uma reunião com Serra, naquela que seria a última tentativa de reverter a escolha de Alvaro Dias para vice na chapa de oposição a Lula e Dilma. A intenção seria dar um ultimato: ou o cargo será ocupado por um representante do partido, ou a agremiação romperá a aliança. Dois minutos e nove segundos de propaganda eleitoral estão em jogo. Ainda que a ruptura não ocorra oficialmente --até porque os DEMOS não tem alternativa à extinção política se não apostar em Serral-- fica difícil imaginar uma adesão mais que formal de lideranças ressentidas, como é o caso de Cesar Maia, que dispensa ao ex-governador de SP o mesmo pouco caso percebido entre as fileiras tucanas de MG, após o passa-moleque aplicado em Aécio Neves. O agora indisfarçável mal-estar entre DEMOS e PSDB reavivou uma tese curiosa, quase desesperada. Circula nos meios acadêmicos, sobretudo em franjas que ainda enxergam em Serra um ‘desenvolvimentista’ (‘de boca’, retrucaria Maria da Conceição Tavares) um mito eleitoral: Serra teria como plano concorrer à presidência com o apoio da direita e da extrema-direita acantonadas nos DEMOS para --se vencer o pleito-- dar um golpe, alijando os apoiadores incômodos de qualquer influencia em um hipotético governo. O tratamento dispensado ao ex-PFL na questão da vice reforçaria essa tese, segundo alguns amigos do ex-governador de SP. O raciocínio generoso dos academicos esbarra, porém, num pequeno detalhe: desde quando Alvaro Dias é sinônimo de ruptura progressista?
(Carta Maior, com informações O Globo, Estadão e Valor; 28-06 )









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